O Emigrante

O Emigrante é um blog feito para os amigos e familiares de dois living beings que se amam totil. Pretende contar as aventuras deles na sua estadia na Irlanda, em Galway

20060919

Salthill Kicking Promenade











Domingo fomos dar um passeio, que acabou por não ser um passeio qualquer. Começámos por ir visitar o museu nacional de Galway, que ainda está a ser preparado para abrir verdadeiramente as suas portas em 2007. De qualquer maneira já é possível ver uma grande parte do museu, repleta de arte antiga do século 15 e 16, em Galway, e de obras de pintores e escultores contemporâneos. Não arriscámos tirar fotografias, com receio de sermos expulsos. Mas não perdem grande coisa. A ideia é ter apenas um museu todo modernaço, com uma mostra de obras galwayanas. Podem ser boas ou más, mas desde que o artista seja galwayano, qualquer coisa serve.










Vista do museu para o exterior. Aquele sítio está sempre cheio de cisnes, gaivotas, andorinhas do mar e patos. Os peixes deste rio são gigantescos.













A Gocha e o Mané.










O Mané e o Deivis =)

Tirámos umas fotos, tomámos um café e fomos passear. Fizemos um caminho comum para os turistas e habitantes de Galway, que consiste em percorrer um bom pedaço de costa, que obriga a caminhar cerca de 12Km a ir e a vir. 6 para cada lado. Tudo isto para chegar a um famoso muro e dar-lhe um pontapé enquanto pensamos num desejo. Atirar a moedinha ao Saint Patricks deveria ser bastante mais fácil!










A praia de Salthill. Cheia de sea weed, algas.











Ao longo da praia vão surgindo estes mini paredóes.











Kicking The wall. Agredindo o muro.











A mais pequena rotunda do mundo.....

20060916

América/ Patron/ Nuno and Eli













































City Sightseeing









































Sea seeing

No centro da cidade surge o rio. Ainda não sabemos como se chama mas estamos a tratar disso.





















































A seguir surge o mar, que fika a caminho da cidade seguinte, Salthill.


















20060915

Ponto da situação

Então vamos agora fazer um ponto da situação.
Já sabemos que os taxis têm uma taxa elevadíssima. A mais baixa acontece quando o taxi leva apenas uma pessoa. Se duas pessoas apanharem o taxi, a taxa sobe e a segunda paga uma taxa de cerca de 50cêntimos. Se três pessoas apanharem o taxi, a taxa aumenta ainda mais e a segunda e a terceira pagam, cada uma, uma taxa de 50cêntimos e assim adiante. Na terça-feira, os taxistas bloquearam as estradas principais, em protesto contra a sugestão
da diminuição das taxas, por parte do governo.
Soubemos que o gasóleo é mais caro que a gasolina e que, portanto, a maioria dos carros funcionam a gasolina, o que faz com que toda a gente possua grandes máquinas. O Deivis anda maluco. Os tunings continuam a ser uma aberração e, pior, quase toda a gente tem um. O seguro anual de um carro ronda os 2500 euros anuais, dependendo do poder do motor. Quanto mais poderoso é, mais tem de pagar. Ah! e o volante fica do lado direito!!! A carta de condução tira-se sem mais nem menos. O Mané fez um exame de código, sem aulas, passou, e já pode conduzir, desde que cole no para brisas um autocolante com um L gigante. Vêem-se imensos Ls na estrada. Também podem (é uma opção) fazer o exame de condução, igualmente sem aulas, mas isso implica uma espera de 8 ou 9 meses. Se não quiserem realizar o exame podem conduzir na mesma, mas somente dentro da Irlanda.
O pão é caríssimo. Por cada 8 cacetinhos pagamos 1,95 euros!!! 1 pimento custa 99 cêntimos e um maço de tabaco custa mais ou menos 7 euros. O tabaco de enrolar vem em saquetas de 12,5Gr ou de 25Gr. O mais pequeno custa três euros e tal!!!!!
Por aqui, o vinho que se consome é, maioritariamne, australiano, a seguir vem o chileno, depois o espanhol, logo a seguir o sul africano, e depois
mais alguns que ainda não devemos ter visto, quando surge por fim, o nosso bom vinho português. Como dá para perceber, às vezes o tamanho interessa, neste caso, o do nosso pequerruxo portugal. Quanto a preços, preparem-se. Uma garrafa de vinho mau, aquele chamado "de mesa", custa cerca de 3 ou 4 euros. Por uma garrafa de vinho normal temos de pagar 6 ou 7 euros. Um vinho para apreciar vai daí para cima.
Ainda não vimos uma única garrafa de 33cl ou um
copo de 20cl de cerveja. Ou bebes uma PINT (0,5L) ou um glass of bear que deve conter cerca de 15cl de cerveja. O preço de uma PINT é 4 euros, igual a Portugal. Portanto, se um português pode pagar uma PINT, imaginem quantas PINT um irlandês pode pagar!
Parecem não existir burocracias. Fomos tratar dos nossos PPS Numbers. Precisámos de ir buscar os application forms, preenchê-los, pedir ao responsable tenent, que é o Mané, para escrever uma carta a provar que estamos a residir em casa dele, levar uma conta de casa em nome do Mané, B.I., cédula de nascimento e carta de condução (no caso de Deivis, que não tinha a cédula). Com isto tudo, fomos ao mesmo sítio, entregámos tudo, ouvimos um O.K. e já estamos à espera que nos enviem o cartão. Demora cerca de duas semanas.

First walk to Galway Downtown

É segunda feira e não está sol, mas também não faz frio. De t-shirt seguimos, a pé, para a downtown.










Liosban é a zona da cidade a seguir à nossa, Riverside












A seguir surge este cemitério mágico.











Algumas das casas situadas a caminho do centro.











Um telhado tipico na Irlanda. Ao que parece já não se usa, mas dizem que é eficaz. Debaixo daquela palha existe apenas a estrutura de madeira respectiva ao tecto da casa.











Parece na Holanda mas não é......











Estamos quase lá...











Aqui está a praça que indica que estamos finalmente no centro.


Até aqui andámos cerca de 2Km. Já vos contamos o que acontece depois.

As 4 horas intermináveis da viagem....





































Vou partir naquela estrada.....











Fomos os últimos a chegar ao avião. Quase nos afogávamos em lágrimas, mas safámo-nos com umas braçadas e chegámos, por fim, ao gate 18, voo nº7073, DUB ;). Não sabíamos como era chegar com um tanto atraso nem o quão estranho era enfrentar quem nos esperava. Disseram-nos que eramos os últimos a embarcar e que we were the last passengers....Tudo indicava que o avião não descolava devido a nós...quando, de seguida, um hospedeiro se dirige a nós e pede imediatamente para abancarmos, momento em que, para nossa surpresa, notámos que não haviam dois lugares juntinhos. O men foi um fixe, acalmou-nos e disse que during the flight we could seat together on those seats que nunca ninguém usa e ninguém sabe porquê (quem já voou na Ryanair sabe do que se está a falar). Mas lá saímos à hora prevista e deixámo-nos de remorsos.
Quando anunciaram uma aterragem daí a 10 minutos, portámo-nos bem e fomos ocupar novamente os nossos lugares separados. O Deivis ficou do lado das nuvens, só viu branco, muito. Na outra fila, eu via bem. Mas comecei a ficar em choque quando me apercebi que, para além de relva, palha, relva e mais palha, se viam apenas mais uns arbustozitos a separar terrenos. Pensei que Dublin era muito.....diferente do que estava à espera. Mas foi bom, porque logo depois vi a cidade, a grande cidade, a surgir. Afinal , Dublin era como eu esperava, Foi um regalo ver tanta coisa. E aterrámos. Andámos a seguir as placas Baggage Reclaim por 20 minutos. O que dá cerca de 1Km a andar muito depressa. Andámos como moscas em clima de tempestade. A foto acima caracteriza a nossa chegada ao autocarro que nos martirizou numa viagem de 4 horas, non-stop, até à tão esperada Galway. Parecíamos irritados quando chegámos, cheios de fome e de vontade de fazer xixi, quando o Deivis telefonou ao Mané que, por sua vez, nos indicou um sítio chamado Subway, onde existem umas sandes muito saborosas e vegan! Aproveitámos e fomos conhecer o Wasting Chamber, para tratar da bexiga. Foi quando percebi que a ausência de toilet paper nas casas de banho públicas náo era uma característica só do nosso PT
.
O Mané deu logo connosco, na tal Subway, e lá fomos em fila indiana, apanhar o taxi. Andámos 2Km e pagámos 6,25 euros. O taxista, depois do Mané, foi a segunda pessoa a desejar-nos as boas vindas.










A nossa casa nova. Vivemos com o Mané e a Gocha (que é polaca e é a xuxi do mané. n sabemos como se escreve mas sabemos q se diz como o Goucha do Manuel Luís), e o Ratola e a Marta (que por sua vez é a namorada catalã do Ratola). Tivemos tb oportunidade de estar com a irmã e o cunhado do Mané, que estavam de férias por cá.